Crónica

Guerra Norte - Sul

Repete-se a história

num diferente contexto espaço-temporal...

Desta vez em Portugal...

Desta vez no Século XXI...

Desta vez pela economia...

Ao passear pelo Porto, Valadares, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Leça da Palmeira e outras zonas, foi possível constatar o que deveria ser óbvio:

A razão pela qual a economia nortenha está mais "recheada" que a economia sulista.

E talvez não seja assim tão óbvio, se avaliarmos o estado da economia pelas condições em que se encontram as estradas. Mas é o mau estado das estradas, em conjunto com outros factores idênticos, que constitui o estímulo para o desenvolvimento da economia. Quer por estímulo à economia de massas, quer por estímulo à distribuição da riqueza.

Economia de massas:

Imaginem a rotação de dinheiro que não existe nas oficinas, para efectuar as reparações das avarias causadas pelo mau piso. Vejam a quantidade de carros novos que se vendem pelo simples facto de um carro não durar mais de 3 anos em estradas nestas condições miseráveis.

Um verdadeiro estímulo à economia.

Distribuição da riqueza:

Repare-se na quantidade de FERRARI's, e outros carros de luxo, que existem no Norte. Sai-se com o FERRARI pela primeira vez à rua, e no dia seguinte está-se em condições de comprar outro novo, porque o anterior deixou o carter num paralelo solto no meio da estrada.

Quem fica a ganhar?

Não haja dúvida, agora compreendo a razão pela qual tenho sentido o cinto a apertar desde a altura em que começaram a arranjar as ruas e estradas na linha de Cascais.

Amigos Santana, Isaltino e Capucho, façam-me um favor: deixem de arranjar as ruas, que eu quero um dia ter um FERRARI.